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8 de out. de 2016

Explosição "Experência Alice"

A flormosa Ong Orientavida, a cenografia mágica do Caselúdico, a Alice da Disney e a curadoria alicedélica de Adriana Peliano se encontram em uma nova aventura no mundo de Alice no país das maravilhas. Nessa explosição cada um se torna também uma Alice  entre selfies e interações, espelhos enigmágicos, brinquedos ópticos e outras aventuras.






Seguem algumas imagens da exposição "Experência Alice" que nos convida a mergulhar no mundo alicedélico de Alice e dos personagens estrombóticos do país das maravilhas. Fiz a curadoria da primeira sala desse grande jogo, que reúne um barco, um labirinto de espelhos e portas enigmágicas que dão passagem para que a imaginação e a loucura criativa viagem conosco na criação de novos mundos.

A cenografia foi criada pelo time criativo do Caselúdico, responsável por exposições memoráveis como as recentes exposições do Tim Burton e do Castelo Rá-ti-bum, entre outros.


Apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Brasilprev Seguros e Previdência, Experiência Alice é uma realização da ONG Orientavida, da Disney Brasil e Shopping JK Iguatemi.





Animação mágica em Flare promove encontro entre 
o manuscrito original das Aventuras de Alice no Subterrâneo (1864)
escrito e ilustrado por Lewis Carroll,
as ilustrações clássicas de John Tenniel para The Nursery 'Alice' (1890)
e a Alice  de Walt Disney (1951).

A engrenagem se torna passagem para os personagens transbordarem
do livro para novas mídias e linguagens.


Foto Brunella Nunes / criação Caseleudico
foto Ali Karakas / criação Caseleudico

Curadoria da Sala Lewis Carroll, montagem das vitrines, empréstimo de livros, textos, colagens com imagens para as portas e paredes e objetos: Adriana Peliano.


foto: Fabio Feltrin / criação Caseleudico
 
foto: Brunella Nunes / montagem Adriana Peliano
 
foto: Brunella Nunes
foto: Brunella Nunes / montagem Adriana Peliano
 
 
 foto: Fabio Feltrin
foto: Fabio Feltrin / montagem Adriana Peliano
 
 
foto: Ali Karakas  / cenário Caseludico

 
cenário Caseludico
 
foto: Ali Karakas  / / cenário Caseludico
 
foto: Ali Karakas / / cenário Caseludico
 

foto: Brunella Nunes / / cenário Caseludico


Fontes das imagens:
 Guia da Semana
Hypeness 


Entrevista com Adriana Peliano.

 De onde surgiu a ideia de montar essa exposição? 

Eu fui convidada pela Celeste Chad da Ong Orientavida para participar da exposição ‘Experiência Alice’ junto com o pessoal do Caselúdico que tem desenvolvido nos últimos anos várias exposições originais e desafiadoras, unindo recursos tecnológicos e interatividade. A minha parte seria contar por meio de textos e imagens como surgiu a história de Alice além de mostrar diferentes leituras da obra através da ilustração e das artes visuais. Essa participação se concentra na primeira sala que apresenta um amplo repertório de imagens com mais de 60 edições dos livros de Alice de diferentes épocas,  países e linguagens que fazem parte da minha coleção particular. Os livros estão presentes em um labirinto de vitrines no qual as imagens dialogam umas com as outras convidando o público a criar também novas relações. Além de montar os livros ao lado de objetos enigmáticos, escrevi os textos e fiz colagens para as portas dessa sala. Esse ambiente revela visões instigantes das múltiplas possibilidades criativas que a obra desperta. Isso se potencializa com o trabalho criativo do Caselúdico ao longo das outras salas dessa exposição que articula a cenografia e a tecnologia para criar narrativas espaciais em que o público possa viajar também.



Adriana Peliano

 Por que Alice continua relevante ainda hoje? 

Alice é uma obra mágica e multidimensional que gera um campo poderoso de possibilidades criativas. Já foi interpretada segundo as abordagens intelectuais mais diversas, além de ter sido um dos livros mais ilustrados, citados e recriados da história. Isso se deve em grande parte aos paradoxos e enigmas que apresenta abrindo múltiplos caminhos para o leitor. Alice é uma obra aberta e sempre em movimento. Com ela somos convidados a viajar em um mundo desconhecido regido por uma lógica inusitada e surpreendente. Isso desafia as formas acomodadas e aprisionantes de se entender a arte e a vida, o espaço e o tempo, a realidade e o sonho e mesmo quem somos, abrindo portas na imaginação e no pensamento.

 Novas Alices nas diversas artes e linguagens nos convidam a procurar o jardim das inesgotáveis possibilidades criativas que existe em cada um de nós. “Quem é você?” pergunta a lagarta e Alice não sabe responder depois de tantas transformações, dando voltas ao mundo em 151 anos entre inúmeras invenções malucas e maravilhosas. Criei para a exposição o conceito das sete chaves de Alice que nos convidam a mergulhar na obra e ao mesmo tempo trazer essas idéias para a nossa vida cotidiana. As histórias de Alice têm sabor de curiosidade, viagem, sonho, metamorfose, nonsense, criatividade e um convite para um novo tempo acreditando em nossos sonhos e despertando para novas realidades.





Como funciona a Sociedade Lewis Carroll do Brasil? Quais atividades vocês exercem? 

A Sociedade Lewis Carroll do Brasil é uma associação com fins criativos, que visa estimular a criatividade, a investigação e a admiração pela obra de Lewis Carroll, em especial os livros de Alice. Promovemos o jogo de ideias, a troca de informações, o estímulo à criação artística, a pesquisa, a produção de eventos culturais multimeios e a divulgação de informações sobre a vida e a obra do autor inglês. Nosso foco é apresentar Alice como um portal de sonhos e criação de novas realidades através do encontro amoroso entre a imaginação e o pensamento. Temos planos de desenvolver novos projetos ligados à educação e atividades criativas com grupos maiores envolvendo crianças de 0 a sem anos.

Essa Sociedade foi fundada em 2009. Desde então nossa atuação tem sido intensa e diversificada, com destaque para as atividades artísticas e culturais produzidas por Adriana Peliano. Entre elas foram realizadas palestras no Brasil e no exterior, oficinas de arte e colagem, blogs com amplo material de pesquisa, publicação de livros e artigos. Também produzimos instalações artísticas interativas e atividades literárias e culturais com a participação de vários membros da Sociedade Lewis Carroll e convidados especiais, como o Grupo Oficcina Multimédia de Belo Horizonte, a professora de literatura Thereza Vasques, os escritores Wilson Bueno e Claudio Willer, entre outros.

Existem algumas importantes Sociedades Lewis Carroll em diferentes partes do mundo. Entre elas a pioneira Sociedade inglesa (Lewis Carroll Society), a americana (Lewis Carroll Society of North America) e a japonesa (Lewis Carroll Society of Japan), que nas últimas décadas têm promovido diversas atividades literárias e culturais além de publicar importantes periódicos sobre a vida e a obra de Lewis Carroll.


Quem sou eu? 

Adriana Peliano é artista visual, designer, ilustradora, escritora e uma espécie de Alice. A colagem em diversas manifestações estéticas é a marca de sua produção artística. Em 2009 fundou a Sociedade Lewis Carroll do Brasil, uma associação artítisca dedicada à obra do autor dos livros de Alice. Entre os livros publicados destacam-se a tradução e o projeto gráfico para o manuscrito das “Aventuras de Alice no Subterrâneo” de Lewis Carroll publicado em 2011 pela editora Scipione, com o qual recebeu um prêmio Jabuti e suas ilustrações para a edição comemorativa dos 150 anos de Alice lançada pela editora Zahar em 2015. No mesmo ano deu palestra em Nova York sobre Alice nas artes visuais no aniversário da obra celebrado pela Lewis Carroll Society of North America.


   Adriana Peliano

Há algo mais que gostaria de dizer? 


Alice é um portal enigmágico, um mapa em movimento, um caminho inesgotável, um jardim de metamorflores e borboletras híbridas. Palavras inventadas, um convite ao despertar. 



Adriana Peliano
 

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